Imersa capta R$ 250 mil com anjo e busca mais R$ 500 mil para copiloto de vendas

A Imersa, startup brasileira de copiloto de vendas B2B, captou R$ 250 mil do investidor-anjo Flávio Szenkier, com valuation de quase R$ 4 milhões, segundo o Startups. A rodada segue aberta e busca pelo menos mais R$ 500 mil. A empresa trocou o modelo de serviços por uma plataforma própria em português, que analisa reuniões em tempo real.

Por Redação ias.news, Staff

outubro 14, 2026

Imersa copiloto de vendas: ilustração de painel de reunião com análise de conversa em tempo real, objeções, nível de interesse e probabilidade de fechamento

A Imersa, startup brasileira que desenvolve um copiloto de vendas para equipes comerciais B2B, captou R$ 250 mil em sua primeira rodada de investimento. O aporte foi feito integralmente pelo investidor-anjo Flávio Szenkier, que também investiu na Tractian, com valuation de quase R$ 4 milhões, segundo o Startups.

O acordo foi dividido em duas etapas. Além dos R$ 250 mil na entrada, outros R$ 100 mil ficaram condicionados ao cumprimento de indicadores de desempenho (KPIs) acordados com o investidor, informou a reportagem publicada nesta quarta-feira (14).

A rodada segue aberta. O CEO e cofundador, Perina Braga, afirmou ao Startups que a meta é captar pelo menos mais R$ 500 mil. O prazo formal vai até maio de 2027, mas a empresa espera fechar a captação até o fim de 2026, principalmente com investidores-anjo. A startup também conversa com fundos.

Como funciona o copiloto de vendas da Imersa

Segundo a empresa, a ferramenta analisa as conversas em tempo real durante as reuniões. Um painel exibe o nível de interesse do cliente, as objeções ainda sem resposta, os pontos que prejudicam a negociação e a probabilidade de fechamento.

Ao fim de cada ligação, o vendedor recebe uma análise dos erros cometidos. A partir dela, a plataforma cria simulações de conversa no formato roleplay, com situações em que o profissional costuma ter dificuldade. Os líderes comerciais acompanham o desempenho da equipe em um painel próprio.

Perina disse que a solução atende melhor empresas de médio e grande porte, nas quais a gestão comercial ainda depende da intuição dos líderes. “As empresas têm dados comerciais, mas não possuem inteligência comercial”, afirmou. Segundo ele, o copiloto foi pensado como apoio aos vendedores, e não como substituto.

A Imersa tem como referência as norte-americanas Gong e Hyperbound. Segundo Perina, as soluções dessas empresas podem custar mais de R$ 1.000 por usuário. O CEO afirmou que um diferencial da startup é ter criado a plataforma em português, com base na realidade comercial de um país emergente.

Perina também citou o desenvolvimento de tecnologia própria, em vez de apenas integrar modelos de outras empresas. Com os recursos da rodada, a startup pretende investir em infraestrutura, contratar cientistas, comprar dados do mercado B2B e manter a colaboração com pesquisadores, informou o Startups.

Do serviço ao produto

Fundada em 2023, a Imersa operou nos primeiros anos sem capital externo. A empresa prestou serviços de geração de demanda e, depois, de preparação de equipes comerciais. No período, atendeu mais de 100 clientes, segundo o Startups.

O modelo esbarrou em limites de escala. Segundo Perina, a equipe conseguiria atender no máximo 20 empresas por mês sem perder qualidade, e os resultados dos treinamentos não se sustentavam. “Passava um ou dois meses e o vendedor parava de operar com o que a gente tinha ensinado”, disse o CEO ao Startups.

Sem recursos para ampliar a equipe ou contratar planos corporativos de ferramentas de IA, a startup montou uma operação interna baseada em agentes. A base é o chamado núcleo cognitivo, criado em 2024. Segundo Perina, o motor neurossimbólico, que combina aprendizado de máquina com regras simbólicas, é desenvolvido por um pesquisador da Unicamp.

A Imersa está transferindo a operação de Mogi Guaçu, no interior paulista, para a capital. A startup passou a integrar a La Fabrique, centro de inovação instalado no STATE, hub na Vila Leopoldina. A equipe tem sete pessoas, e a empresa busca contratar pelo menos outras sete em São Paulo.