A Sharp, startup de inteligência artificial para vendas criada no fim de 2025, captou R$ 1,7 milhão em uma rodada pré-seed. A aceleradora Strive aportou R$ 500 mil nessa operação, segundo a Exame nesta quinta-feira (1º).
A companhia analisa conversas e reuniões comerciais para identificar práticas ligadas a negócios fechados e treinar equipes. Segundo Eduardo Casarini, da Strive, o sistema passa por testes com cerca de 10 clientes, entre eles Loft, Bid Brasil e Energisa. Demais investidores da rodada, sede e valuation não foram divulgados.
“Um vendedor vende 10 vezes mais que o outro e ninguém sabe por quê”, disse Casarini à Exame. “Ele provavelmente não está fazendo o playbook.”
Sharp capta R$ 1,7 milhão para analisar conversas e treinar vendedores
A Sharp foi fundada por João Ribeiro e Octavio Garbi. Garbi atuou em áreas de receita e vendas na Ploomes, empresa de CRM. Ribeiro trabalha na construção do produto e da operação, inclusive no desenho de exercícios e do retorno dado pela IA ao time comercial.
A tecnologia analisa interações comerciais, inclusive reuniões, e organiza padrões associados a vendas concluídas em roteiros. A plataforma também simula um comprador para treino e oferece feedback após a conversa, segundo a reportagem.
Casarini afirmou que os fundadores não querem um modelo apenas de software por assinatura. A proposta combina a plataforma com especialistas de vendas que acompanham a implantação no cliente.
“Eles estão fugindo de SaaS. A linha é: a gente vai ter especialistas de vendas na sua equipe para fazer isso acontecer usando a tecnologia”, disse Casarini.
Strive faz 10º investimento e mira carteira de cerca de 20 startups
O cheque na Sharp marca o décimo investimento da Strive, aceleradora criada em 2022 por Eduardo Casarini, Tiago Galli e Patrícia Toledo. Desde a criação, o grupo colocou cerca de R$ 8 milhões em 10 startups, segundo a Exame.
A meta informada é captar R$ 20 milhões para formar uma carteira de aproximadamente 20 empresas. Os cheques da Strive ficam, em geral, entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão. A aceleradora concentra aportes em fases iniciais de companhias que já apresentam algum faturamento.
A Sharp ainda não detalhou como os R$ 1,7 milhão serão divididos entre produto, equipe e vendas. O próximo passo, segundo a reportagem, é continuar os testes e transformar o que funcionar nessas operações em um produto repetível para outros times comerciais.
A lista de clientes em teste inclui empresas de indústria, distribuição, educação, seguros e setor automotivo, de acordo com Casarini. A Sharp permanece na fase de validação do produto nessas operações.
