Euclyd capta mais de €200 mi (Series A) com Samsung para chip de IA

A Euclyd, de Eindhoven, capta mais de €200 milhões (~US$ 230 mi, segundo a CNBC) em Series A (15/09/2026), com coleads Samsung, Somerset, Scaleup Europe Fund/EQT e Innovation Industries. Peter Wennink, ex-ASML, assume como chairman; o produto é chip para inferência de IA. Para o leitor de infra e semicondutores, o marco é capital pesado em silício europeu para rodar modelos.

Por Redação ias.news, Staff

setembro 16, 2026

Euclyd capta: ilustração abstrata de wafer e trilhas de chip em tons azul-teal sobre fundo escuro, sugerindo silício de inferência de IA

A holandesa Euclyd (também estilizada EUCLYD), de Eindhoven, anunciou em 15 de setembro de 2026 uma Series A de mais de €200 milhões (cerca de US$ 230 milhões, segundo a CNBC) para desenvolver infraestrutura ultraeficiente de chips e sistemas voltados à inferência de modelos de fundação. A rodada foi coleadada por Samsung, Somerset Capital Partners, Scaleup Europe Fund (gerido pela EQT) e Innovation Industries, conforme o comunicado oficial via PR Newswire.

Participaram ainda EIFO (fundo dinamarquês de exportação e investimento), imec.xpand, BOM (Brabant Development Agency) e Quadri. Peter Wennink, ex-presidente e CEO da ASML, assume como chairman do board. A Bloomberg resumiu a notícia no título Chip Startup Euclyd, Backed By Ex-ASML CEO, Raises More Than €200 Million.

No Brasil, o cheque entra na mesma conversa que anima data centers, projetos no estilo Redata e a conta de energia da inferência em escala: enquanto a Nvidia domina GPUs de alto desempenho, hyperscalers e startups disputam silício alternativo para baixar custo por token e depender menos de uma única cadeia de suprimentos. A Euclyd ainda não comprovou seus sistemas em escala comercial, ressalva a CNBC; o anúncio é de rodada e de roadmap, não de validação de campo.

Euclyd capta Series A com Samsung e mira inferência

Fundada em 2024 por Bernardo Kastrup (founder e CEO) e Atul Sinha no High Tech Campus Eindhoven, a Euclyd se descreve como empresa europeia de semiconductor systems. A tese da companhia: à medida que os foundation models ganham capacidade, implantá-los exige mais energia, largura de banda de memória e capital, e a solução passa por compute “crafted”, arquitetura de memória e sistemas de datacenter sob a visão de longo prazo que a empresa chama de Abundant Intelligence.

No centro do roadmap declarado estão o craftwerk, apresentado pela companhia como silício de “agentic AI”, e o craftwerk station CWS, descrito como a “AI factory” de exascale de menor consumo. A plataforma, segundo o press, combina ASIC programável, co-design processador-memória e otimização em nível de sistema para enfrentar o que a Euclyd chama de muros de memória e de eficiência.

“A IA está se tornando base do crescimento econômico, da descoberta científica e da competitividade nacional, mas seu potencial permanecerá limitado a menos que mudemos de forma fundamental a infraestrutura por baixo dela. Este financiamento acelera nossa missão de tornar a inteligência abundante com mais eficiência, menor custo por token e acesso mais amplo à IA avançada.”

Bernardo Kastrup, founder e CEO da Euclyd, em comunicado

“A próxima fase da IA será definida não só pela inovação dos modelos, mas também pela eficiência e pela escalabilidade da infraestrutura. A Euclyd reúne um time experiente e uma visão diferenciada para as restrições dos datacenters de IA.”

Dede Goldschmidt, SVP da Samsung Electronics e head do Samsung Semiconductor Innovation Center, em comunicado

“A Europa tem talento de engenharia para produzir empresas de tecnologia relevantes no mundo. A Euclyd combina expertise profunda em semicondutores com a missão de enfrentar algumas das restrições mais duras da infraestrutura de IA. Essa mistura de profundidade europeia e ambição global é o que estamos aqui para apoiar.”

Ted Persson, partner da EQT e co-head do Scaleup Europe Fund, em comunicado

“A Europa possui capacidades de classe mundial em semicondutores, manufatura avançada e engenharia de sistemas. A Euclyd pode transformar esses pontos fortes em uma plataforma de infraestrutura de IA competitiva globalmente.”

Peter Wennink, chairman da Euclyd e ex-presidente e CEO da ASML, em comunicado

Os recursos, segundo a companhia, devem expandir a engenharia, acelerar o roadmap de silício e sistemas, fortalecer parcerias de ecossistema e preparar o deployment comercial em mercados enterprise, soberanos e hyperscale. À CNBC, Kastrup situou o início do rollout físico dos sistemas em 2028, com meta de milhares de clientes enterprise até 2030, e destacou o valor estratégico da Samsung além do cheque, por memória, engenharia e cadeia de suprimentos.

Para o leitor brasileiro, o eco é de soberania de infraestrutura e de custo energético: quem constrói ou aluga capacidade de inferência no país já negocia megawatts, latência e risco de fornecedor único. Alternativas de silício e de rack, se um dia chegarem a preço e disponibilidade competitivos, entram nessa conta. Por ora, o fato duro é financeiro e europeu: a Euclyd capta mais de €200 mi em Series A coleadada por Samsung, Somerset Capital Partners, Scaleup Europe Fund (EQT) e Innovation Industries, com Wennink na presidência do board.

Em síntese, a holandesa Euclyd fechou Series A de mais de €200 milhões (cerca de US$ 230 mi, segundo a CNBC) para chips e sistemas de inferência, com coleads Samsung, Somerset, Scaleup Europe Fund/EQT e Innovation Industries, participação de EIFO, imec.xpand, BOM e Quadri, e Peter Wennink como chairman. Fontes: PR Newswire, CNBC, Bloomberg e euclyd.ai.