A Biglink, startup brasileira de análise de dados e agentes de inteligência artificial para marketing, captou R$ 2,4 milhões em uma rodada pré-seed. A rodada foi liderada pela Ambiance Private Equity, com participação estratégica do empresário João Brognoli, segundo a PEGN nesta quarta-feira (30).
A companhia informou que o capital será destinado à expansão da tecnologia, ao desenvolvimento de novos produtos baseados em IA e à ampliação da equipe. Segundo os fundadores, cerca de 54% do aporte irá para pesquisa e desenvolvimento, cerca de 30% para marketing e vendas, e o restante para despesas administrativas e operacionais.
A Biglink afirmou ter analisado mais de R$ 4 bilhões em investimentos de mídia, atendido mais de 400 clientes e registrado crescimento de cerca de sete vezes em relação ao ano anterior. O anúncio reforça a aposta em plataformas que unem dados de mídia, vendas e relacionamento para apoiar decisões de marketing no Brasil.
Biglink capta R$ 2,4 milhões para expandir tecnologia e equipe
A plataforma reúne informações de mídia digital, marketplaces, redes sociais e e-commerce e pode ser conectada a sistemas de CRM e ERP. A ferramenta usa agentes de IA com capacidades descritivas, preditivas e prescritivas. O foco inicial está em e-commerce, varejo, indústria e agências de publicidade.
O modelo de negócios é por assinatura. Planos para pequenas e médias empresas partem de cerca de R$ 800 mensais e incluem período de teste, segundo a PEGN. Para grandes contas, há projetos customizados.
O CBO Marcelo Chuquer, de 41 anos, afirmou à PEGN: “A maior dor era a fragmentação dos dados. As empresas investem em diversas plataformas, mas nem sempre conseguem enxergar tudo de forma integrada.”
João Brognoli, da Ambiance Private Equity, disse que o fundo avalia o negócio e as pessoas. “A equipe possui histórico relevante nesse mercado e desenvolve a tecnologia internamente, o que permite fazer ajustes e customizações com rapidez”, afirmou o investidor.
Fundadores, tração e uso do capital
A Biglink é liderada pelo CEO Bruno Brambilla, de 43 anos, ex-CDO da DM9; pelo CBO Marcelo Chuquer, com trajetória em marketing e e-commerce na América Latina; e pelo CTO Thiago Rodrigues, de 39 anos. Antes da rodada, a empresa operava bootstrapped, com cerca de R$ 400 mil em caixa, segundo Brambilla.
No primeiro ano de operação, a companhia registrou faturamento próximo de R$ 1 milhão. Para 2026, a expectativa é multiplicar esse resultado entre cinco e sete vezes, segundo a PEGN. A equipe tem cerca de 20 profissionais e mira cerca de 25 até o fim de 2026, com contratações em tecnologia, IA, dados e áreas comerciais.
A Biglink foi uma das 10 startups brasileiras selecionadas pela Embaixada do Brasil em Singapura, com apoio do Sebrae e da OMPI, para o pavilhão nacional da SWITCH 2026.
